Objetos que contêm mercúrio podem contaminar os rios

Na Semana Mundial da Água, um alerta sobre os efeitos adversos do elemento químico contido nas lâmpadas e em outros materiais

aguaA lâmpada fluorescente, a pilha do controle remoto, o termômetro para controlar a febre. Esses três objetos domésticos, tão presentes e úteis no uso diário, têm um componente em comum que faz toda a diferença na sua utilidade, mas é um perigo ao meio ambiente: o Mercúrio. Apesar de existir naturalmente, o aumento dos níveis desse metal no ambiente em consequência da atividade industrial para atender a alta demanda de consumo é perigoso. O maior problema, no entanto, fica por conta da contaminação da água. O descarte incorreto de objetos que contêm Mercúrio em local inadequado pode prejudicar uma cadeia alimentar inteira e atingir o homem de forma fatal. Segundo estudos, uma gota do elemento pode contaminar de 20 a 30 mil litros de água.
O químico John Soprana afirma que a intoxicação por Mercúrio no ser humano acontece de diversas formas. “No meio ambiente, o elemento não só degrada e contamina a água, mas também o solo e o ar, afetando a alimentação das plantas e dos animais. Na água, as substâncias tóxicas desse elemento surgem da extração de ouro em garimpos, principalmente clandestinos, e em produtos gerados pelo lixo doméstico como pilhas, baterias, lâmpadas fluorescentes, termômetros clínicos e medidores de pressão”, completa.
A ingestão de alimentos irrigados com a água contaminada ou apenas o ato de bebê-la faz com que o Mercúrio entre em contato com o organismo e ocasione tremores, vômito, anemia, paralisia parcial, além de poder estar associado ao câncer, em longo prazo, e prejudicar o sistema nervoso central, fígado, rins e pulmões. Soprana explica que a intoxicação acontece porque o elemento se aloja no corpo humano. “O Mercúrio se acumula nas gorduras. Portanto, vai passando na cadeia alimentar e é absorvido, não sendo eliminado”, diz o químico.
Além da água, a exposição ao Mercúrio pode acontecer através da inalação de vapores provenientes de equipamentos ou produtos que se quebram, gases de incineradores, ou de locais onde há resíduos do metal. A exposição laboral aos vapores do elemento pode ocorrer nas unidades de odontologia, de cuidado com a saúde e nas indústrias que utilizam o Mercúrio. 

A proteção contra os efeitos começa no descarte consciente

O Mercúrio é o principal elemento de vários objetos, como por exemplo, das lâmpadas fluorescentes. Quando a corrente elétrica passa pelo vapor de Mercúrio, a radiação gerada atinge a camada de fósforo que reveste o interior da lâmpada, produzindo a luz. Apesar disso, ele é altamente tóxico e não pode ser descartado em lixo comum ou doméstico. Por isso, os consumidores devem procurar pontos de coleta para o descarte correto das lâmpadas, para que empresas especializadas possam atuar na reciclagem dos resíduos. De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (12.305/2010), que estabelece a exigência da logística reversa e a extinção dos lixões até 2014, os fabricantes e revendedores têm responsabilidade compartilhada sobre a destinação correta e devem receber as lâmpadas usadas do consumidor.

Sobre o Dia Mundial da Água:       

O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU- Organização das Nações Unidas, no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado à discussão sobre os diversos temas relacionados a este recurso natural. Grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) está sendo contaminada, poluída pela ação predatória do homem. O Dia Mundial da Água promove reflexão e incentiva o uso consciente deste importante bem natural.

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