Instituto Câncer alerta sobre os perigos dos agrotóxicos

País é líder no ranking no consumo de venenos agrícolas que estão associados à incidência de tumores

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Um relatório divulgado recentemente pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) alerta sobre a relação entre o uso de agrotóxicos e a incidência de câncer, além de outros problemas de saúde. O Brasil é o maior consumidor desses produtos desde 2009, quando ultrapassou a marca de 1 milhão de toneladas, equivalente a um consumo médio de 5,2 kg de veneno agrícola por habitante. Segundo o relatório, o que motivou a posição indesejável do país no ranking de consumo de agrotóxicos foi o uso de sementes transgênicas, uma vez que essas exigem grandes quantidades desses produtos. Até 2020 o câncer poderá ser a principal causa de morte no Brasil, segundo a OMS e o Inca, ultrapassando as doenças cardiovasculares.

O cultivo com o uso excessivo de agrotóxicos acarreta diversos problemas para o ser humano e o meio ambiente. Em caso de intoxicação aguda, os efeitos para a saúde são: irritabilidade, desorientação, dor de cabeça persistente, fraqueza, vertigem, náuseas, vômitos, contrações musculares involuntárias, tremores, convulsões, coma e morte. Na intoxicação crônica pode ocorrer infertilidade, impotência, abortos, malformações, neurotoxicidade, desregulação hormonal, problemas no sistema imunológico e câncer. Os efeitos decorrentes da exposição crônica podem atingir toda a população, através da ingestão de água e alimentos contaminados.

Em produtos industrializados também é possível encontrar resíduos de veneno agrícola. Diferente do que muitos pensam, não são apenas nas frutas, legumes e verduras que os agrotóxicos estão presentes. Biscoitos, pães, cereais e lasanhas, por exemplo, possuem o trigo, o milho e a soja em seus ingredientes, que também estão diretamente expostos aos pesticidas. Segundo o relatório do Inca, a isenção de impostos concedida pelo governo à indústria produtora desses venenos é um grande problema no combate ao uso de agrotóxicos. Também destacam o fato de o Brasil permitir o uso de agrotóxicos já proibidos em outros países.

Uma alternativa que vem ficando cada vez mais popular é o consumo de alimentos orgânicos. Eles são livres de agrotóxicos e contribuem para o equilíbrio ecológico e protegem o meio ambiente e a população. Desde 2003, a Lei 10.831 determina os critérios de qualidade orgânica dos alimentos. Através do selo do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica é possível ter a garantia de que um produto está realmente de acordo com a lei. Por meio do Ministério da Agricultura é comprovado se o alimento não recebeu adubos químicos, agrotóxicos, hormônios, antibióticos, insumos geneticamente modificados, radiação ou qualquer aditivo sintético.

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