Lâmpadas usadas contribuem para contaminar os rios

O descarte irregular de objetos que contêm elementos tóxicos causam danos ao meio ambiente

rio-cai

Quando descartada a céu aberto, a lâmpada fluorescente representa um perigo não só para o meio ambiente, como para a saúde das pessoas em razão da presença do Mercúrio. O maior problema é o potencial deste elemento químico para a contaminação das águas. Segundo um levantamento recente do IBGE, o Rio Grande do Sul tem quase um terço dos rios mais poluídos do Brasil. Entre os dez, três são gaúchos e o pior colocado do estado é o rio dos Sinos, em 4º lugar no ranking nacional. Em seguida está o rio Gravataí, na 5ª posição, e o rio Caí, na oitava.

Além do despejo de esgoto, o descarte incorreto de objetos em local inadequado, principalmente os que contêm Mercúrio, como as lâmpadas, pilhas e baterias, podem prejudicar uma cadeia alimentar inteira e atingir o homem de forma fatal. De acordo com o químico John Soprana, a intoxicação por Mercúrio no ser humano acontece de diversas formas. “No meio ambiente, ele não só degrada e contamina a água, mas também o solo e o ar, afetando a alimentação das plantas e animais. Na água, as substâncias tóxicas desse elemento surgem da extração de ouro em garimpos, principalmente clandestinos, e em produtos do lixo doméstico lâmpadas fluorescentes, termômetros clínicos e medidores de pressão”, completa.

Beber a água contaminada ou ingerir alimentos contaminados faz com que o Mercúrio entre em contato com o organismo e ocasione reações como tremores, vômito, anemia, paralisia parcial, além de poder estar associado com determinados tipos de câncer e prejudicar o sistema nervoso central, fígado, rins e pulmões. Além da água, a exposição ao Mercúrio pode acontecer através da inalação de vapores provenientes de equipamentos ou produtos que se quebram, gases de incineradores, ou de locais onde há resíduos desse elemento.

O destino correto

O Mercúrio é o principal componente de vários objetos, incluindo as lâmpadas fluorescentes. Quando a corrente elétrica passa pelo vapor de Mercúrio, a radiação gerada atinge a camada de fósforo que reveste o interior da lâmpada, produzindo a luz. Apesar disso, ele é altamente tóxico e não pode ser descartado em lixo comum ou doméstico, pois precisa de uma destinação específica. Os consumidores devem procurar pontos de coleta para o descarte correto desse tipo de lâmpada para que empresas de reciclagem, como a Recilux, possam fazer a destinação adequada dos resíduos sem contaminar o meio ambiente e prejudicar a saúde.

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