Lixo nas praias causa impactos ambientais e prejudica os banhistas

Além de causar a morte de várias espécies marinhas, o lixo também pode ferir banhistas que aproveitam a temporada de férias no litoral

lixo

Com a chegada do calor e período de férias, um cenário bastante comum é o de praias lotadas de banhistas, que se deslocam das cidades para o litoral. O problema é que junto deles, o lixo também toma conta das areias. Embalagens plásticas, garrafas de vidro, entre outros resíduos, já fazem parte da paisagem de quem circula os mais de 8 mil km de extensão de zona costeira brasileira, principalmente nessa época do ano. O elevado tempo de decomposição de muitos desses materiais acaba causando impactos ambientais, que refletem principalmente no ecossistema marinho.

O lixo presente nas praias pode ser proveniente de banhistas ou trazido pelas correntes marinhas, como constatou o fotógrafo da Bahia Fabiano Prado Barretto em 2001 durante uma caminhada entre as praias do Forte e Imbassaí, que deu origem ao projeto “Praia Local, Lixo Global”. Durante o percurso realizado no carnaval daquele ano, o fotógrafo percebeu uma grande quantidade de lixo, inclusive em trechos onde havia pouca frequência de público. Mais de 80 embalagens foram coletadas, sendo todas elas de produtos estrangeiros. Os resíduos eram de 26 países diferentes, mas os mais comuns eram dos Estados Unidos, África do Sul e Alemanha.

Todo esse lixo é jogado no mar, podendo ser de veleiros particulares, cargueiros e cruzeiros de turismo estrangeiros, que chegam à costa pelas correntes marítimas. Entre os produtos encontrados, estavam garrafas de água mineral, leite, sprays em lata, inseticidas, produtos de beleza e limpeza, que são altamente tóxicos. Apesar de ser proibido o descarte de lixo no mar por qualquer embarcação, a fiscalização pouco rigorosa não intimida os infratores. De acordo com a Marinha, o descarte de lixo na faixa de 200 milhas, que corresponde ao mar territorial brasileiro, é considerado crime passível de multa, que varia de R$ 7 mil a R$ 50 milhões.

O lixo flutuante agrava ainda mais a situação de espécies em extinção, que muitas vezes acabam ingerindo resíduos por confundir com alimentos, levando à morte do animal. Além dos danos à vida marinha, pesquisas mostram que as pessoas também são prejudicadas. No litoral sul do país foi observado que cerca de 20% dos banhistas já sofreram algum tipo de ferimento relacionado ao lixo na praia. No entanto, esse problema poderia ser solucionado com simples ações que contariam com maior envolvimento e incentivo do poder público e a conscientização da população para essa questão ambiental.

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