Esmaltes poluem o meio ambiente e não devem ser descartados em lixo comum

Os compostos químicos podem contaminar o solo e a água em aterros

esmaltes

O Brasil é o segundo maior mercado consumidor de esmaltes do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, de acordo com dados da consultoria Euromonitor. Só em 2012, o acessório movimentou R$575,6 milhões, mostrando a importância do item na hora das compras. E a tendência é que esse número cresça ainda mais, pois a variedade de cores e texturas são infinitas para completar o visual das consumidoras. No entanto, com tantas opções os esmaltes são substituídos com facilidade e o prazo de validade chega rapidamente. Então surge a dúvida sobre qual o melhor destino para todo esse resíduo.

Os esmaltes possuem compostos químicos e não devem ser descartados em lixo comum, pois as embalagens podem quebrar no aterro, podendo poluir o solo e contaminar a água. O ideal seria que a logística reversa também fosse aplicada para esse tipo de resíduo, ou seja, cada local de venda oferecesse um posto de coleta para esses produtos, mas como isso ainda não acontece, algumas medidas podem ser tomadas para evitar danos ao planeta.

O esmalte não é reciclável, portanto se ele já está vencido e não é mais possível usá-lo, não deve ser descartado em pias, ralos ou vaso sanitários. O correto é colocar todo o conteúdo do recipiente em um jornal. Quanto ao vidrinho, esse sim pode ser reciclado. Depois de tirar todo o líquido da embalagem, é preciso lavá-lo com removedor de esmaltes. A solução também deve ser despejada no jornal, que depois de seco, pode ser colocado no lixo comum. A embalagem pode então ser encaminhada para a reciclagem, ou reutilizada para fazer uma nova mistura em casa.

Composição

Os esmaltes são compostos basicamente por 85% de solventes e os 15% restantes de resinas, plastificantes e outros componentes. A seguir estão os mais significantes:

  • Solventes: substâncias capazes de dispersar outras em seu meio formando assim uma solução.

Acetato etílico ou butílico: possui efeito tóxico no ambiente aquático.

Tolueno: é um diluente comprovadamente cancerígeno que pode causar irritações à pele, como vermelhidão, dor e ressecamento, além de danos ao sistema nervoso central, rins e fígado por exposição repetida ou prolongada. Também é tóxico ao ambiente aquático;

Álcool isopropílico: pode causar alergia no contato direto com a pele e prejudicar fauna, flora e ambientes aquáticos, e, quando derramado no solo, poderá percolar (atravessar o solo) em parte e atingir o lençol freático, contaminando-o.

Dibutilftalato: possui grande potencial de afetar alguns organismos aquáticos e causa irritação à pele.

Formaldeído ou formol: também utilizado como esterilizante, o produto pode ser absorvido via inalação ou por contato com a pele, com alto potencial de irritabilidade local e podendo causar câncer.

  • Resinas: são polímeros (plásticos) responsáveis pelas características do filme após a secagem, tais como brilho e propriedades físicas.

Nitrocelulose: é uma resina formada por uma mistura de solventes orgânicos e aditivos e é responsável pela aderência do esmalte sobre as unhas. Nociva por inalação e contato dérmico, pode provocar dermatite de contato, é proveniente de fontes renováveis, como madeira e algodão.

  • Plastificantes: auxiliam na manutenção da maleabilidade da película formada, impedindo a formação de rachaduras.

Cânfora: trata-se de um produto natural obtido das folhas da planta medicinal canforeira, é amplamente utilizado como plastificante da nitrocelulose.

Copolímero de etileno: garante a estabilidade do filme formado, cuidando para que não esfarele.

Polimetilacrilato: tem a função de unir os demais ingredientes.

Esteralcônio de hectorita: quando submetido à temperatura corporal (em torno de 36°C) provoca a evaporação dos solventes utilizados, tais como a acetona.

Poliuretano: tem a função de integrar os pigmentos evitando que eles se acumulem e depositem no fundo da embalagem

  • Corantes e pigmentos: são os componentes responsáveis por dar cor ao esmalte e podem ser de diversas fontes orgânicas ou inorgânicas, tais como rochas, minérios, flores, folhas ou podem mesmo ser produzidos sinteticamente.

Confira algumas dicas de como reutilizar o esmalte para decorar acessórios.

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