Ação do homem é a principal causa do aquecimento global

aquecimento_global-2Muito se fala sobre a importância de combater o aquecimento global, mas ainda são poucas as medidas para que isso aconteça efetivamente. No dia a dia, sem perceber, algumas de nossas atitudes influenciam diretamente no agravamento desse quadro. As mudanças climáticas podem ter causas naturais como alterações na radiação solar e dos movimentos orbitais da Terra, mas já se sabe que a ação do homem é a principal causa do aumento da temperatura no planeta. Adotar um estilo de vida mais sustentável é necessário para que se evitem as graves consequências desse fenômeno.

A queima de combustíveis fósseis para geração de energia, atividades industriais e transportes, conversão do uso do solo, agropecuária, descarte incorreto de resíduos sólidos e desmatamento, são as atividades humanas que mais emitem CO2 e outros gases formadores do efeito estufa. Os efeitos do aquecimento global são inúmeros e já ocorrem em diferentes partes do planeta. O derretimento das calotas polares, que ocasionam a elevação do nível do mar, e que podem também levar ao desaparecimento de ilhas e cidades litorâneas povoadas, a maior frequência de eventos climáticos, como ondas de calor, tempestades, seca, nevasca, furacões e tsunamis, que afetam populações humanas e ecossistemas naturais são alguns exemplos.

Um estudo publicado na revista Science Advances alerta para a relação da ausência de grandes animais herbívoros nas florestas e o aquecimento global. O problema é que florestas do Brasil e do mundo, mesmo preservadas, estão sofrendo com a falta de animais herbívoros, principalmente os de grande porte, que são vítimas de caçadores. Sem esses animais, frutos com sementes maiores (com diâmetro superior a 12mm) não são mais comidos, ficando inviável a dispersão de sementes de árvores com frutos grandes, que são as mais eficientes na absorção do gás carbônico da atmosfera. A consequência da ausência dessas espécies seria de que cada hectare dessas matas deixaria de retirar até quatro toneladas de carbono, ou seja, mais gás-estufa solto na atmosfera.

Com o desmatamento e os incêndios, que já são responsáveis por quase 80% das emissões brasileiras, pode haver uma mudança no status atual da Floresta Amazônica de redutor de carbono para fonte emissora. E quanto ao derretimento do gelo, ele não influencia apenas o nível dos oceanos, mas também o mundo dos esportes. Atletas de modalidades que dependem do frio e da neve precisam adaptar-se ao novo clima global. Nos Alpes, onde acontece as Olimpíadas de Inverno, metade da cobertura de gelo e neve desapareceu. Na região já há 19 mil canhões para produzir neve, e mesmo assim competições ainda são canceladas, modificadas ou adiadas por falta de condições. Já no Canadá, está mais arriscado praticar o hóquei em lagos congelados, pois as camadas de gelo ficam mais finas a cada estação.

CFCs

Com o surgimento em 1928 nos Estados Unidos, o clorofluorcarbono (CFC) por mais de cinco décadas foi o responsável pelo enorme buraco na camada de ozônio. O gás foi aplicado para a refrigeração de geladeiras, aparelhos de ar-condicionado e propelentes de aerossóis. Após suspeitarem sobre os riscos que o gás trazia para o planeta, a decisão foi de banir o CFC, em 1987 com o Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio (SDOs). O problema desse gás é que ele é 15 mil vezes mais nocivo do que o CO2 e pode durar até cem anos na atmosfera.

Em 2010 os CFCs deixaram de ser produzidos, mas foram substituídos pelos HCFCs (hidroclorofluorcarbonos), com capacidade 90% menor de destruição da camada de ozônio, mais ainda sim capazes de agredir a atmosfera, pois são gases de efeito estufa que contribuem para o aquecimento global. O Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs tem como meta eliminar gradativamente toda a produção até 2040, assim como todos os países signatários do acordo.

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