Coleta seletiva permite reaproveitamento do óleo de cozinha

Quando encaminhado para a reciclagem, resíduo pode ser transformado em produtos que geram renda para diversas famílias

óleo de cozinha e sabãoNas tarefas diárias muitos cuidam para economizar água, separar o lixo, mas na hora de cozinhar, acabam esquecendo algo muito importante: como fazer o descarte correto do óleo. O destino adequado desse resíduo, na maioria das vezes, é o ralo da pia, mas com essa atitude, ele contamina os mananciais e entope as caixas de gordura. Além disso, em contato com a água, o óleo forma uma película que impede a penetração da luz solar e oxigênio, causando a morte de diversas espécies aquáticas.

Apenas um litro de óleo de cozinha é capaz de contaminar cerca de 25 mil litros de água. Portanto, a reciclagem é o destino mais adequado para o óleo usado. A partir dessa ideia de conscientização, mulheres de São Leopoldo formaram um grupo com o objetivo de gerar renda através do aproveitamento de resíduos. A Cooperativa Mundo Mais Limpo, incubada pelo Programa Tecnologias Sociais para Empreendimentos Solidários – Tecnosociais/IHU, vinculado ao Instituto Humanitas da Unisinos, utiliza o óleo de cozinha proveniente de empresas locais, para fabricar produtos de limpeza, principalmente sabão.

Inicialmente como associação, o grupo recebia apenas apoio da prefeitura local, participando do programa de coleta seletiva, onde todo o óleo da cidade era destinado a Mundo Mais Limpo. Hoje, além disso, a Cooperativa conta com a parceria de empresas e a prefeitura disponibiliza um caminhão para o transporte da matéria-prima. Além do sabão, o óleo de cozinha pode ser usado para a produção de biodiesel, tintas a óleo, massa de vidraceiro entre outros produtos.

Reciclagem de papel gera empregos e reduz impacto ambiental

Material com múltiplas aplicações pode ser reciclado até 10 vezes

RECICLAGEM-DE-PAPEL.3O papel é um dos produtos que mais utilizamos em nosso dia a dia, estando presente em revistas, documentos, livros, embalagens de alimentos e remédios, caixas para transporte, e uma variedade de produtos de higiene e limpeza. O Brasil é um importante produtor mundial de papel e, segundo a Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), 45,7% do total fabricado foi reciclado em 2012.

Segundo o executivo da CTS papéis, Felipe Wisnieski Basso, reciclar é uma forma de economizar energia e proteger os recursos naturais. “Usar recicláveis evita o abate de novas árvores e por consequência os impactos ambientais do seu plantio. A reciclagem ainda tem um grande viés social, pois gera muitos empregos e renda para uma infinidade de famílias”, completa.

O processo de reciclagem é um ciclo, explica Felipe, pois os papéis descartados pela sociedade são catados ou comprados por iniciativas públicas ou privadas, são classificados por fibras e, posteriormente, são encaminhadas para centros de reciclagem, onde são reclassificados e reprensados. “Em seguida, são vendidos para a indústria recicladora que converte papel velho em papel novo, para então chegar em forma de embalagens e produtos em nossas casa, até que sejam descartados novamente”. O mesmo papel pode ser reciclado de 7 a 10 vezes.

As principais fontes geradoras de papel para reciclagem são, principalmente, de atividades comerciais e industriais – escritórios, lojas e supermercados – seguidos de residências, instituições e escolas. Porém, nem todo papel serve para reciclagem, como por exemplo papéis encerados ou com substâncias impermeáveis, papéis sujos, engordurados ou contaminados com algum componente nociva à saúde e aqueles revestidos com algum tipo de parafina ou silicone. Já os recicláveis mais comuns são: papelão, jornais, revistas, papéis brancos, sacos de cimento entre outros.

Algumas dicas para diminuir a quantidade de resíduo:

  1. Reduza

Precisa mesmo imprimir? Atualmente, boa parte da comunicação pode ser feita eletronicamente!

– Copiadoras e impressoras estimulam o erro. Revise o material com atenção antes de imprimir.

– Não faça cópias desnecessárias!

  1. Reutilize

Copiadoras e impressoras estimulam o uso de apenas uma face do papel. Use o outro lado das folhas;

– Em reuniões, as pessoas adoram fazer anotações. Você pode usar o verso para rascunho ou fazer bloquinhos com as folhas usadas.

  1. Use reciclados

– Procure usar papel reciclado. É bonito, é um papel nobre e com a economia feita na redução e reutilização, provavelmente o papel reciclado não aumentará os custos.

4 . Coleta seletiva

Preserve a integridade do papel e facilite a coleta:

– Não jogue papel em cestos – eles ficarão contaminados com restos de café, sobras de frutas, chicletes, grampos, etc;

– Não amasse papel – papel amassado ocupa muito mais espaço e é impossível de organizar. Acomode as folhas usadas em uma caixa para que fiquem separadas e simplifiquem o trabalho de seleção por parte dos recicladores;

– Separe por tipo – papéis de escritório não devem ser misturados com revistas, papel carbono, malas direta, papelão e outros;

– Tente acumular – o que viabiliza a reciclagem é o volume. Como estará em caixas fazendo pouco volume e nenhuma sujeira, um escritório consegue acumular uma boa quantidade de papéis. Mesmo assim será pouco para reciclagem. Você pode tentar juntar com outras empresas, no caso de um prédio de escritórios, por exemplo, ou colocar os papéis separados em um saco plástico. Assim, quando for entregue para os recicladores, o material estará intacto e pronto para voltar a ser papel.

Em casa é necessário entrar nas regras da coleta seletiva. Separe o lixo seco do orgânico e fique atento às recomendações das cooperativas de recicladores que coletam esse material. É importante também dar um destino adequado para lâmpadas, baterias e óleo de cozinha, entre outros resíduos que merecem atenção especial!

Preocupação com a reciclagem começa na cozinha

Lixo de cozinhaAos poucos, muitas donas de casa têm se engajado e realizado a coleta seletiva em suas residências

Já falamos muito sobre a importância da reciclagem para o meio ambiente e até para a economia do país. Aos poucos, o conhecimento sobre coleta seletiva se espalha e grande parte das donas de casa já faz a separação correta do lixo na cozinha.

Hoje, alguns municípios mantêm convênios com cooperativas que recolhem os resíduos e destinam de maneira consciente. Em Gravataí, Rio Grande do Sul, uma vez por semana o caminhão da coleta seletiva passa pelas ruas e recolhe o lixo de donas de casa como Ana Virgínia de Oliveira. Ela conta que há alguns anos adotou esse hábito de separar os resíduos, influenciada por outras vizinhas do bairro: “Antigamente não tínhamos essa cultura de separação, todo lixo era misturado e colocado na lixeira, normalmente. Não havia informação para sabermos o quanto contribuímos para que o desequilíbrio ambiental que estamos vivendo hoje”, resume a dona de casa.

Para fazer a separação do lixo em casa, o primeiro passo é adotar duas lixeiras, destinando uma para o lixo seco e outra para o orgânico. Para reciclagem deve ser destinado o lixo seco, constituído por materiais de plástico, papel, vidro e metal, além do óleo de cozinha que precisa de mais cuidado ao descartar. O óleo deve ser colocado dentro de uma garrafa pet de refrigerante ou água, essa garrafa deve estar limpa e seca e o óleo deve estar frio. Se ele escorre pelo ralo impossibilita o tratamento da água que vai para o esgoto.

Quanto melhor for a separação e mais limpo ficarem os materiais secos, mais valor terão os resíduos para a reciclagem, as embalagens de maionese, iogurtes e molhos devem ser limpas somente com um guardanapo de papel e tampadas antes de descartadas.   O que pode dificultar o processo são os problemas de horário que os carros de coleta deveriam passar e nem sempre o prazo é respeitado: “Eles têm que vir sempre nas quintas- feiras no início da tarde, mas quando atrasa, a concorrência aparece, assim que colocamos o lixo reciclável na frente de casa, alguns catadores independentes chegam antes e recolhem o que deveria ser destinado às cooperativas”, conta Ana.

Aos poucos, mais pessoas estão tendo consciência da importância da reciclagem, mas mudar os hábitos nem sempre é fácil, precisa de boa vontade e disciplina. Além de reduzir o desperdício de lixo e a poluição do meio ambiente, a reciclagem ajuda a preservar os recursos naturais, fundamentais para o futuro de outras gerações. Quem recicla contribui para um futuro sustentável e se torna exemplo para outras pessoas se engajarem na causa.

Saiba mais sobre o tempo de decomposição de plásticos, metais e vidros na natureza:

Vidro: demora aproximadamente 4000 anos para se decompor na natureza, no entanto é 100% reciclável, ou seja, 1 kg de vidro usado transforma-se em 1 kg de vidro novo. O vidro deve ser embalado em material resistente antes de ser encaminhado para a coleta seletiva, assim ele não fica exposto e diminui o risco de acidentes.

São vidros recicláveis: cacos de vidro, frascos, garrafas de cerveja, garrafas de refrigerante, potes, garrafas de água e copos.

Metal: A lata de alumínio leva de 200 a 500 anos para se decompor na natureza e cada tonelada de alumínio reciclado economiza 95% de energia e 5 toneladas de minério.

São metais recicláveis: alumínio, arames, fios, grampos, pregos e latas de alimentos.

Plástico: é feito de derivados do petróleo, que é um recurso natural não-renovável, e leva em torno de 450 anos para se decompor na natureza. Uma tonelada de plástico reciclado economiza milhares de litros de petróleo.

São plásticos recicláveis: garrafas PET, brinquedos, copos descartáveis, embalagens de shampoo, garrafas de detergente, garrafas de álcool e água sanitária, sacolas e saquinhos plásticos, potes de produtos alimentícios e baldes e bacias.

Recicle!

 

Empresas devem contribuir com o descarte correto das lâmpadas usadas

Indústrias, comércio em geral, hospitais e escolas devem buscar empresas especializadas que coletem, descontaminem e reciclem o produto adequadamente

reciclagem de lâmpadasDurabilidade e economia estão entre as características das versáteis lâmpadas fluorescentes. Atualmente, é difícil encontrar alguma empresa ou estabelecimento que não tenha substituído as incandescentes pelas chamadas “lâmpadas frias”. Porém, é importante que as empresas se preocupem com o descarte correto desse material.

Como é de conhecimento, esses produtos não podem ser descartados em qualquer lugar, nem mesmo no lixo, seja orgânico ou reciclável, devido ao risco que oferecem ao meio ambiente por conterem mercúrio em sua composição. O mercúrio é altamente tóxico e pode levar a alergias, intoxicações e, em alguns casos, à morte.

Conforme o engenheiro químico da Braskem, Everton Hansen, as lâmpadas fluorescentes após o uso são classificadas como resíduos perigosos (ou resíduos de classe I) de acordo com a NBR 10004, norma que trata sobre a classificação de resíduos sólidos. A substância que confere perigo a esse material é o mercúrio. “Justamente pela presença do mercúrio deve-se ter um cuidado especial durante a manipulação, transporte e destinação desses materiais. Por isso, para o armazenamento das lâmpadas usadas, elas devem ser acondicionadas utilizando preferencialmente suas embalagens originais”, ressalta Everton.

Segundo a gestora ambiental da Recilux, Joana Tavares, as lâmpadas fluorescentes são constituídas por um tubo selado de vidro que contém internamente, além do vapor de mercúrio, o gás argônio. “Enquanto a lâmpada está intacta, ela não oferece risco para as pessoas, entretanto, ao ser rompida, o mercúrio existente em seu interior se libera sob a forma de vapor, por um período de tempo variável em função da temperatura. Se houver contato direto, será aspirado por quem manuseia a lâmpada, sendo inevitável a contaminação do organismo, principalmente através dos pulmões”, explica a especialista.

A conscientização para o descarte correto das lâmpadas deve ser um dever de todos, empresas e comunidade, visando evitar a poluição e preservar a saúde da população e o meio ambiente. E, na logística reversa, estabelecida pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), cada um deve fazer a sua parte. As empresas, portanto, devem buscar um serviço especializado para coleta, descontaminação e reciclagem das lâmpadas fluorescentes usadas.

“Durante o transporte elas também devem ser mantidas em recipientes adequados para evitar o seu deslocamento e possível ruptura. As lâmpadas fluorescentes usadas devem ser destinadas a empresas devidamente licenciadas para este fim, pois nesta etapa também devem ser tomados todos os cuidados para que não ocorra contaminação do solo e da água subterrânea. A destinação adequada das lâmpadas usadas deve fazer parte da gestão ambiental das empresas, visando à prevenção dos riscos à saúde e ao meio ambiente”, finaliza Everton.

Processos realizados em locais especializados são responsáveis por retirar o mercúrio das lâmpadas fluorescentes, eliminando a possibilidade de contaminações ambientais e de intoxicações. Até por isso, o descarte deve ser bem feito, procedendo com a destinação correta, isolando o material em caso de quebra e agindo de acordo com as normas ambientais vigentes.

Sua lâmpada usada quebrou? Cuidado com o manuseio!

lâmpada_fluorescente_quebrada-590x200O consumidor também precisa ter cuidados no manuseio e no uso das lâmpadas fluorescentes, especialmente se houver quebra de uma delas, o que libera o vapor mercúrio no ar.

– Não use equipamentos de aspiração para a limpeza;

– Em caso de quebra acidental, abra todas as portas e janelas do ambiente, aumentando a ventilação;

– Procure ausentar-se do local por, no mínimo, 15 minutos;

– Após 15 minutos, colete os cacos de vidro e coloque-os em saco plástico. Procure utilizar luvas e avental para evitar contato do material recolhido com a pele;

-Com a ajuda de um papel umedecido, colete os pequenos resíduos que ainda restarem;

– Coloque o papel dentro de um saco plástico e feche-o;

– Deposite todo o material dentro de um segundo saco plástico. Assim que possível, lacre-o evitando a contínua evaporação do mercúrio liberado;

-Logo após o procedimento, lave as mãos com água corrente e sabão.

O que muita gente ainda não sabe, é que as lâmpadas fluorescentes compactas ou tubulares contêm mercúrio, uma substância tóxica e nociva ao ser humano e ao meio ambiente. Se rompidas, elas liberam vapor de mercúrio, que será aspirado por quem estiver por perto.

Atenção: Lâmpadas fluorescentes não devem ser jogadas no lixo!

Pela presença do mercúrio, as lâmpadas devem ser descontaminadas e recicladas, isolando o metal pesado durante o processo

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Econômicas, práticas e com uma durabilidade estimada em cerca de 15 mil horas, as lâmpadas fluorescentes já conquistaram seu espaço no mercado e, até 2017, devem substituir definitivamente as incandescentes. O que grande parte da população desconhece é que uma lâmpada fluorescente quebrada oferece um risco tóxico relativamente alto.

As lâmpadas contêm mercúrio, um metal pesado que em contato com a natureza, contamina o solo, a água, os peixes e toda a cadeia alimentar. Quando em contato com o ser humano, vai direto para os alvéolos pulmonares, podendo causar intoxicação grave.

Em caso de substituição das lâmpadas, ao contrário do que se pensa, lugar de lâmpada fluorescente não é no lixo. É recomendável que as lâmpadas fluorescentes sejam devolvidas aos estabelecimentos comerciais onde foram adquiridas para o posterior encaminhamento a uma empresa especializada em descontaminação e reciclagem. A forma correta de envio é em caixas de papelão ou protegidas com jornal, plástico bolha, entre outros cuidados, para evitar a quebra. Deverá ainda ser vedada para conter o vapor de mercúrio e proteger a saúde.

De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes assumem o compromisso de adquirirem à logística reversa, recebendo as lâmpadas após o uso pelo consumidor. Produtos como embalagens de agrotóxicos, lâmpadas fluorescentes, pneus, pilhas, baterias e produtos eletroeletrônicos, por exemplo, devem ser recolhidos pelos estabelecimentos responsáveis pela fabricação e distribuição.

Ainda conforme a lei 12.305/10, a pessoa que manipular, armazenar, coletar, transportar, reutilizar, reciclar ou dar destinação final a resíduos perigos de forma diferente da estabelecida em regulamento pode ser punida com pena de reclusão de um a quatro anos e multa. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) também prevê que pode ser punida com reclusão de um a cinco anos a pessoa que causar poluição por lançamento de resíduos em desacordo com as exigências estabelecidas em lei.

Objetos que contêm mercúrio podem contaminar os rios

Na Semana Mundial da Água, um alerta sobre os efeitos adversos do elemento químico contido nas lâmpadas e em outros materiais

aguaA lâmpada fluorescente, a pilha do controle remoto, o termômetro para controlar a febre. Esses três objetos domésticos, tão presentes e úteis no uso diário, têm um componente em comum que faz toda a diferença na sua utilidade, mas é um perigo ao meio ambiente: o Mercúrio. Apesar de existir naturalmente, o aumento dos níveis desse metal no ambiente em consequência da atividade industrial para atender a alta demanda de consumo é perigoso. O maior problema, no entanto, fica por conta da contaminação da água. O descarte incorreto de objetos que contêm Mercúrio em local inadequado pode prejudicar uma cadeia alimentar inteira e atingir o homem de forma fatal. Segundo estudos, uma gota do elemento pode contaminar de 20 a 30 mil litros de água.
O químico John Soprana afirma que a intoxicação por Mercúrio no ser humano acontece de diversas formas. “No meio ambiente, o elemento não só degrada e contamina a água, mas também o solo e o ar, afetando a alimentação das plantas e dos animais. Na água, as substâncias tóxicas desse elemento surgem da extração de ouro em garimpos, principalmente clandestinos, e em produtos gerados pelo lixo doméstico como pilhas, baterias, lâmpadas fluorescentes, termômetros clínicos e medidores de pressão”, completa.
A ingestão de alimentos irrigados com a água contaminada ou apenas o ato de bebê-la faz com que o Mercúrio entre em contato com o organismo e ocasione tremores, vômito, anemia, paralisia parcial, além de poder estar associado ao câncer, em longo prazo, e prejudicar o sistema nervoso central, fígado, rins e pulmões. Soprana explica que a intoxicação acontece porque o elemento se aloja no corpo humano. “O Mercúrio se acumula nas gorduras. Portanto, vai passando na cadeia alimentar e é absorvido, não sendo eliminado”, diz o químico.
Além da água, a exposição ao Mercúrio pode acontecer através da inalação de vapores provenientes de equipamentos ou produtos que se quebram, gases de incineradores, ou de locais onde há resíduos do metal. A exposição laboral aos vapores do elemento pode ocorrer nas unidades de odontologia, de cuidado com a saúde e nas indústrias que utilizam o Mercúrio. 

A proteção contra os efeitos começa no descarte consciente

O Mercúrio é o principal elemento de vários objetos, como por exemplo, das lâmpadas fluorescentes. Quando a corrente elétrica passa pelo vapor de Mercúrio, a radiação gerada atinge a camada de fósforo que reveste o interior da lâmpada, produzindo a luz. Apesar disso, ele é altamente tóxico e não pode ser descartado em lixo comum ou doméstico. Por isso, os consumidores devem procurar pontos de coleta para o descarte correto das lâmpadas, para que empresas especializadas possam atuar na reciclagem dos resíduos. De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (12.305/2010), que estabelece a exigência da logística reversa e a extinção dos lixões até 2014, os fabricantes e revendedores têm responsabilidade compartilhada sobre a destinação correta e devem receber as lâmpadas usadas do consumidor.

Sobre o Dia Mundial da Água:       

O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU- Organização das Nações Unidas, no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado à discussão sobre os diversos temas relacionados a este recurso natural. Grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) está sendo contaminada, poluída pela ação predatória do homem. O Dia Mundial da Água promove reflexão e incentiva o uso consciente deste importante bem natural.