Atenção: Lâmpadas fluorescentes não devem ser jogadas no lixo!

Pela presença do mercúrio, as lâmpadas devem ser descontaminadas e recicladas, isolando o metal pesado durante o processo

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Econômicas, práticas e com uma durabilidade estimada em cerca de 15 mil horas, as lâmpadas fluorescentes já conquistaram seu espaço no mercado e, até 2017, devem substituir definitivamente as incandescentes. O que grande parte da população desconhece é que uma lâmpada fluorescente quebrada oferece um risco tóxico relativamente alto.

As lâmpadas contêm mercúrio, um metal pesado que em contato com a natureza, contamina o solo, a água, os peixes e toda a cadeia alimentar. Quando em contato com o ser humano, vai direto para os alvéolos pulmonares, podendo causar intoxicação grave.

Em caso de substituição das lâmpadas, ao contrário do que se pensa, lugar de lâmpada fluorescente não é no lixo. É recomendável que as lâmpadas fluorescentes sejam devolvidas aos estabelecimentos comerciais onde foram adquiridas para o posterior encaminhamento a uma empresa especializada em descontaminação e reciclagem. A forma correta de envio é em caixas de papelão ou protegidas com jornal, plástico bolha, entre outros cuidados, para evitar a quebra. Deverá ainda ser vedada para conter o vapor de mercúrio e proteger a saúde.

De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes assumem o compromisso de adquirirem à logística reversa, recebendo as lâmpadas após o uso pelo consumidor. Produtos como embalagens de agrotóxicos, lâmpadas fluorescentes, pneus, pilhas, baterias e produtos eletroeletrônicos, por exemplo, devem ser recolhidos pelos estabelecimentos responsáveis pela fabricação e distribuição.

Ainda conforme a lei 12.305/10, a pessoa que manipular, armazenar, coletar, transportar, reutilizar, reciclar ou dar destinação final a resíduos perigos de forma diferente da estabelecida em regulamento pode ser punida com pena de reclusão de um a quatro anos e multa. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) também prevê que pode ser punida com reclusão de um a cinco anos a pessoa que causar poluição por lançamento de resíduos em desacordo com as exigências estabelecidas em lei.

Objetos que contêm mercúrio podem contaminar os rios

Na Semana Mundial da Água, um alerta sobre os efeitos adversos do elemento químico contido nas lâmpadas e em outros materiais

aguaA lâmpada fluorescente, a pilha do controle remoto, o termômetro para controlar a febre. Esses três objetos domésticos, tão presentes e úteis no uso diário, têm um componente em comum que faz toda a diferença na sua utilidade, mas é um perigo ao meio ambiente: o Mercúrio. Apesar de existir naturalmente, o aumento dos níveis desse metal no ambiente em consequência da atividade industrial para atender a alta demanda de consumo é perigoso. O maior problema, no entanto, fica por conta da contaminação da água. O descarte incorreto de objetos que contêm Mercúrio em local inadequado pode prejudicar uma cadeia alimentar inteira e atingir o homem de forma fatal. Segundo estudos, uma gota do elemento pode contaminar de 20 a 30 mil litros de água.
O químico John Soprana afirma que a intoxicação por Mercúrio no ser humano acontece de diversas formas. “No meio ambiente, o elemento não só degrada e contamina a água, mas também o solo e o ar, afetando a alimentação das plantas e dos animais. Na água, as substâncias tóxicas desse elemento surgem da extração de ouro em garimpos, principalmente clandestinos, e em produtos gerados pelo lixo doméstico como pilhas, baterias, lâmpadas fluorescentes, termômetros clínicos e medidores de pressão”, completa.
A ingestão de alimentos irrigados com a água contaminada ou apenas o ato de bebê-la faz com que o Mercúrio entre em contato com o organismo e ocasione tremores, vômito, anemia, paralisia parcial, além de poder estar associado ao câncer, em longo prazo, e prejudicar o sistema nervoso central, fígado, rins e pulmões. Soprana explica que a intoxicação acontece porque o elemento se aloja no corpo humano. “O Mercúrio se acumula nas gorduras. Portanto, vai passando na cadeia alimentar e é absorvido, não sendo eliminado”, diz o químico.
Além da água, a exposição ao Mercúrio pode acontecer através da inalação de vapores provenientes de equipamentos ou produtos que se quebram, gases de incineradores, ou de locais onde há resíduos do metal. A exposição laboral aos vapores do elemento pode ocorrer nas unidades de odontologia, de cuidado com a saúde e nas indústrias que utilizam o Mercúrio. 

A proteção contra os efeitos começa no descarte consciente

O Mercúrio é o principal elemento de vários objetos, como por exemplo, das lâmpadas fluorescentes. Quando a corrente elétrica passa pelo vapor de Mercúrio, a radiação gerada atinge a camada de fósforo que reveste o interior da lâmpada, produzindo a luz. Apesar disso, ele é altamente tóxico e não pode ser descartado em lixo comum ou doméstico. Por isso, os consumidores devem procurar pontos de coleta para o descarte correto das lâmpadas, para que empresas especializadas possam atuar na reciclagem dos resíduos. De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (12.305/2010), que estabelece a exigência da logística reversa e a extinção dos lixões até 2014, os fabricantes e revendedores têm responsabilidade compartilhada sobre a destinação correta e devem receber as lâmpadas usadas do consumidor.

Sobre o Dia Mundial da Água:       

O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU- Organização das Nações Unidas, no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado à discussão sobre os diversos temas relacionados a este recurso natural. Grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) está sendo contaminada, poluída pela ação predatória do homem. O Dia Mundial da Água promove reflexão e incentiva o uso consciente deste importante bem natural.

Tintas, removedores, solventes… Como descartar?

residuos_tintas_e_solventes_jamar_smuniz_blog[1]Resultado de atividades industriais e farmacêuticas, resíduos químicos são substâncias que não podem receber tratamento convencional. O descarte incorreto desses produtos representa um risco de contaminação para as pessoas, além do possível dano ao meio ambiente.

Segundo o químico John Soprana, as formas corretas e seguras para o descarte de produtos químicos são a recuperação dos solventes por destilação para reutilização, a destinação para geração de energia em empresa autorizada e licenciada para este fim e, em último caso, destinar para aterro classe I (resíduo perigoso).

As empresas do ramo devem oferecer suporte aos clientes na orientação de como proceder com os produtos. Conforme John, é importante que o cliente seja instruído a promover o descarte correto e licenciado. O apoio é fundamental para que o mesmo aja sempre de acordo com a lei. Da mesma forma nos produtos fora do prazo de validade, pois não há como a empresa receber de volta o produto vencido, a responsabilidade do descarte é do cliente com o apoio do fabricante.

No caso de produtos que retornam à empresa, uma avaliação é realizada e caso esteja íntegro e dentro do prazo de validade, pode ser comercializado normalmente. Caso contrário, deverá ser descartado conforme legislação ambiental dependendo do tipo de produto.

Apesar de certa carência de regulamentação específica, com exceção de embalagens, que devem ser encaminhadas para empresas de reciclagens, é de responsabilidade do fabricante acompanhar o seu produto até a sua destinação final.

A natureza agradece!

O que fazer com o óleo de cozinha usado?

óleo de sojaBatata frita, pastel, bolinho de chuva, churros…são muito bons, não é? Mas, para prepará-los, é preciso atenção para não deixar que o óleo vegetal seja eliminado no ralo da cozinha. O resíduo faz mal ao meio ambiente e precisa ser descartado em pontos de coleta adequados. A gerente da Ecológica – Reciclagem de óleos vegetais e gorduras residuais, Mariana Coelho, explica a importância do descarte. “É preciso motivar as pessoas a procurarem locais adequados para o descarte desse óleo, que é muito poluente. Os pontos de arrecadação tornam o descarte muito acessível a todos. Em restaurantes é obrigatório haver um sistema de coleta desse resíduo, pois eles têm um grande volume”, afirma. Mariana ainda aconselha as pessoas a procurarem em suas cidades, estabelecimentos credenciados a uma empresa de descarte ou órgãos públicos, que geralmente oferecem esse serviço. No site da empresa, situada em Guaíba, é possível conferir alguns pontos: http://www.ecologicacoleta.com.br/index.php?formulario=pontos&metodo=0&id=1

Gesso pode ser reaproveitado

gessoPoucas pessoas sabem, mas o gesso é um material que deve ser reciclado, já que seu descarte incorreto pode trazer danos à saúde. Na região metropolitana, a empresa Sebanella Reciclagem de Gesso oportuniza às construtoras e prestadores de serviços uma alternativa correta para a destinação final desse tipo de resíduo. “A ideia é eliminá-lo da exposição ao meio ambiente, já que ele causa sérios problemas à saúde. Por esta razão o gesso tem sido banido de aterros industriais e sanitários de países europeus e EUA. Com isso, podemos transformar o resíduo em outros produtos”, complementa o coordenador da Sebanella, Sebastian Pereira.

Os problemas que o gesso pode causar:

• Os resíduos de gesso, quando dispostos em locais com umidade e sem oxigenação, ficam propensos a reações anaeróbias, podendo formar gás sulfídrico (H2S), substância que, apresenta odor característico, semelhante ao de ovo podre.

• Os efeitos da intoxicação por gás sulfídrico são graves, similares aos CO, sendo que o gás paralisa o sistema nervoso que controla a respiração, provocando asfixia.

• Além de inflamável, em concentrações acima de 8 ppm, o gás sulfídrico, provoca irritação nos olhos, sendo letal em concentrações da ordem de 500 ppm.