Entenda o que são resíduos sólidos e suas classificações

residuos_perigososDivididos em classes e categorias específicas, alguns tipos de resíduos como thinner e óleos são considerados perigosos

Pode-se denominar como resíduo sólido tudo aquilo que genericamente chamamos de: materiais sólidos considerados sem utilidade, supérfluos ou perigosos, gerados pela atividade humana, e que devem ser descartados ou eliminados.

A periculosidade de um resíduo é classificada em função de suas propriedades físicas, químicas ou infectocontagiosas, podendo apresentar risco à saúde pública e ao meio ambiente, quando o resíduo é manuseado ou destinado de forma inadequada. A norma NBR 10.004 de 09/1987 divide os resíduos sólidos industriais nas classes I e II, como perigosos, não inertes e inertes.

Conforme o químico industrial John Soprana, os resíduos de classe I considerados perigosos apresentam certas características. “São considerados resíduos sólidos de classe I aqueles que apresentam inflamabilidade, corrosidade, reatividade, toxicidade ou patogenicidade”, esclarece.

Podemos destacar como resíduos sólidos de classe I as latas e borras de tinta, óleos minerais e lubrificantes, resíduos com thinner, serragem contaminadas com óleo, graxas ou produtos químicos, equipamentos de proteção individual contaminado, resíduos de sais provenientes de tratamento térmico de metais, estopas, borra de chumbo, lodo da rampa de lavagem, lona de freio, filtro de ar, pastilhas de freio, lodo gerado no corte, filtros de óleo, papéis e plásticos contaminados com graxa ou óleo.

Já os resíduos sólidos classe II são menos nocivos à saúde humana. “Eles se dividem em duas categorias, A e B, sendo a “A” não inertes. Apresentam propriedades como biodegradabilidade, combustibilidade ou solubilidade em água. Os resíduos da categoria “B” são os inertes. Resíduos que, submetidos a um contato com água não tiverem nenhum de seus constituintes solubilizados a concentrações superiores aos padrões de potabilidade de água. São resíduos inertes as rochas tijolos, vidros e certos plásticos e borrachas”, enumera o químico.

De acordo com a Constituição Federal, em seu artigo 30, é competência dos municípios organizar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local. Tal atribuição confere à instância municipal a responsabilidade da gestão dos serviços de saneamento, embora não exclua os níveis estadual e federal de atuar no setor, seja no campo de estabelecimento de diretrizes, no da legislação ou na assistência técnica.

O Mercúrio

Contido nas lâmpadas fluorescentes e termômetros, o Mercúrio é considerado um resíduo perigoso classe I pela possibilidade de contaminação do ser humano e de ecossistemas, através do solo e da água. Por isso, é um componente químico que requer cuidados específicos no manuseio e, principalmente, no descarte de materiais que o utilizam na sua fabricação.

A Convenção de Minamata, acordo assinado entre 92 países, propõe banir o Mercúrio da cadeia produtiva até 2020.

 

Evento em Campo Bom terá espaço para descarte de lâmpadas usadas

Durante a Feira da Primavera também será feito o recolhimento de pilhas e a distribuição de materiais informativos

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No próximo final de semana, a Recilux estará em Campo Bom, recebendo de forma gratuita as lâmpadas fluorescentes usadas e encaminhando para o descarte e descontaminação corretos. A iniciativa ocorre durante a Feira de Primavera do município, nos dias 13 e 14 de dezembro, das 9h às 17h. A ação acontece no Espaço Informativo da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur).

A primeira edição da Feira da Primavera de Campo Bom acontece na Avenida dos Estados esquina com a Rua das Olimpíadas. Na ocasião, estão previstas atrações como a tradicional Feira do Agricultor, Feira de Artesanato e ações voltadas aos animais como a campanha de vacinação de cães, feira de adoção, brechó e o Bicharada Fashion Day. O objetivo é oportunizar a comunidade a ter acesso a produtos de qualidade feitos pela população da cidade. O evento é uma iniciativa da prefeitura de Campo Bom, por meio das secretarias de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur) e Meio Ambiente (Sema).

Semana Lixo Zero promove ações e palestras sustentáveis

Semana lixozeroConscientizar sobre reciclagem, destinação correta do lixo e de lâmpadas fluorescentes é o foco do evento

Com uma série de eventos sustentáveis na programação, a “Semana Lixo Zero” acontece em Porto Alegre até o próximo domingo, dia 9. A Semana Lixo Zero nasceu há cerca de quatro anos em Santa Catarina, e hoje já está presente em outras cidades brasileiras. O evento se destaca por oferecer a maior programação do mundo sobre a conscientização do reaproveitamento do lixo.

A iniciativa de realizar o evento na capital gaúcha surgiu através de Rodrigo Sabatini, presidente do Instituto Lixo Zero Brasil e a especialista em gestão ambiental, Fabíola Pecce, da Pasárgada – oficina de sustentabilidade. Através de palestras, debates e oficinas gratuitas, a edição gaúcha oferece dezenas de eventos simultâneos em diversos locais da cidade abordando o tema lixo zero em diferentes contextos.

Conforme a Coordenadora da Semana Lixo Zero, Fabíola Pecce, desde 2010, existe a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que atua na mudança do cenário ruim do lixo depositado em lugares incorretos, porém, a destinação equívoca de lâmpadas e outros resíduos ainda é frequente em Porto Alegre. “Como organização da Semana Lixo Zero, consideramos que a sociedade não deve descartar o seu lixo, mas sim encaminhar corretamente os resíduos para locais apropriados, procurando informações para saber destinar adequadamente o que não serve mais”, relata Fabíola.

Neste sábado (08), no 5° andar da Casa de Cultura Mário Quintana, durante o Circuito Faça a Coisa Certa, das 12h às 20h, a Recilux estará recebendo gratuitamente as lâmpadas fluorescentes usadas dos participantes dos seminários e painéis que acontecem no local.

Confira a programação completa no site da Semana Lixo Zero.

 

Biodiesel: Energia limpa e sustentável para o Planeta

BiodiesesExtraído de fontes naturais, é um combustível menos poluente, orgânico e renovável

Um combustível biodegradável, proveniente da gordura animal ou de fontes vegetais renováveis como soja, mamona, dendê e girassol, misturado com etanol (derivados da cana-de-açúcar) ou metanol (obtido a partir da biomassa de madeiras). O biodiesel é menos poluente quando comparado aos combustíveis de origem fóssil como petróleo e derivados e pode substituir total ou parcialmente o óleo diesel mineral em motores ciclo diesel automotivo (caminhões, tratores, caminhonetes e automóveis). Ao substituir o óleo diesel parcialmente, o biodiesel é empregado como combustível complementar, que ajuda a reduzir as emissões de gases poluentes.

Conforme dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, entre 2005 e 2012, foram produzidos e consumidos em território nacional 11 bilhões de litros de biodiesel, responsáveis por sensíveis melhorias na qualidade do ar respirado pelos brasileiros, particularmente aqueles residentes nas grandes metrópoles. As emissões de Gases do Efeito Estufa também foram significativamente reduzidas, sendo evitado o envio de quase 22 milhões de toneladas de CO2 eq. à atmosfera. Em 2013, foram produzidos cerca de 3 bilhões de litros do biocombustível, potencializando, assim, os benefícios mencionados.

Em Passo Fundo, no noroeste do Rio Grande do Sul, a BSBIOS Energia Renovável, empresa de combustíveis, tem capacidade para produzir aproximadamente 343,6 milhões de litros de biodiesel/ano. As principais matérias- primas utilizadas são a soja e o sebo bovino. A planta industrial gaúcha conta uma unidade de processamento de grãos, que consome 900 mil toneladas de soja/ano, produz 158.400 ton/ano de óleo degomado e 660 mil ton/ano de farelo de soja. A companhia ainda conta com 17 unidades de recebimento de grãos (soja, trigo, milho e canola), localizadas no norte do Rio Grande do Sul, que têm capacidade estática de armazenar 430 mil toneladas de grãos e 66 mil toneladas de farelo. Além de comercializar biodiesel no Brasil através de leilões públicos bimestrais, que são regulados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a empresa também exporta o biocombustível para países da Europa.

Outras vantagens do biodiesel:

– A queima do biodiesel gera baixos índices de poluição, não colaborando para o aquecimento global.

– Gera emprego e renda no campo, diminuindo o êxodo rural.

– Trata-se de uma fonte de energia renovável, dependendo da plantação de grãos oleaginosos no campo.

– Deixa as economias dos países menos dependentes dos produtores de petróleo.

– Produzido em larga escala e com uso de tecnologias, o custo de produção pode ser mais baixo do que os derivados de petróleo.

– O biodiesel é um lubrificante muito melhor do que o diesel de petróleo, pois tem um grande poder lubrificante, mais viscosidade e desgasta menos o motor.

– Índice de cetano mais alto o que significa que é um melhor combustível dando aos motores mais torque.

 

Empresas devem contribuir com o descarte correto das lâmpadas usadas

Indústrias, comércio em geral, hospitais e escolas devem buscar empresas especializadas que coletem, descontaminem e reciclem o produto adequadamente

reciclagem de lâmpadasDurabilidade e economia estão entre as características das versáteis lâmpadas fluorescentes. Atualmente, é difícil encontrar alguma empresa ou estabelecimento que não tenha substituído as incandescentes pelas chamadas “lâmpadas frias”. Porém, é importante que as empresas se preocupem com o descarte correto desse material.

Como é de conhecimento, esses produtos não podem ser descartados em qualquer lugar, nem mesmo no lixo, seja orgânico ou reciclável, devido ao risco que oferecem ao meio ambiente por conterem mercúrio em sua composição. O mercúrio é altamente tóxico e pode levar a alergias, intoxicações e, em alguns casos, à morte.

Conforme o engenheiro químico da Braskem, Everton Hansen, as lâmpadas fluorescentes após o uso são classificadas como resíduos perigosos (ou resíduos de classe I) de acordo com a NBR 10004, norma que trata sobre a classificação de resíduos sólidos. A substância que confere perigo a esse material é o mercúrio. “Justamente pela presença do mercúrio deve-se ter um cuidado especial durante a manipulação, transporte e destinação desses materiais. Por isso, para o armazenamento das lâmpadas usadas, elas devem ser acondicionadas utilizando preferencialmente suas embalagens originais”, ressalta Everton.

Segundo a gestora ambiental da Recilux, Joana Tavares, as lâmpadas fluorescentes são constituídas por um tubo selado de vidro que contém internamente, além do vapor de mercúrio, o gás argônio. “Enquanto a lâmpada está intacta, ela não oferece risco para as pessoas, entretanto, ao ser rompida, o mercúrio existente em seu interior se libera sob a forma de vapor, por um período de tempo variável em função da temperatura. Se houver contato direto, será aspirado por quem manuseia a lâmpada, sendo inevitável a contaminação do organismo, principalmente através dos pulmões”, explica a especialista.

A conscientização para o descarte correto das lâmpadas deve ser um dever de todos, empresas e comunidade, visando evitar a poluição e preservar a saúde da população e o meio ambiente. E, na logística reversa, estabelecida pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), cada um deve fazer a sua parte. As empresas, portanto, devem buscar um serviço especializado para coleta, descontaminação e reciclagem das lâmpadas fluorescentes usadas.

“Durante o transporte elas também devem ser mantidas em recipientes adequados para evitar o seu deslocamento e possível ruptura. As lâmpadas fluorescentes usadas devem ser destinadas a empresas devidamente licenciadas para este fim, pois nesta etapa também devem ser tomados todos os cuidados para que não ocorra contaminação do solo e da água subterrânea. A destinação adequada das lâmpadas usadas deve fazer parte da gestão ambiental das empresas, visando à prevenção dos riscos à saúde e ao meio ambiente”, finaliza Everton.

Processos realizados em locais especializados são responsáveis por retirar o mercúrio das lâmpadas fluorescentes, eliminando a possibilidade de contaminações ambientais e de intoxicações. Até por isso, o descarte deve ser bem feito, procedendo com a destinação correta, isolando o material em caso de quebra e agindo de acordo com as normas ambientais vigentes.