Investimentos em biocombustíveis devem chegar a R$23 bilhões até 2017

Alternativa mais sustentável aos combustíveis derivados do petróleo e gás natural, os biocombustíveis reduzem as emissões de gases de efeito estufa em até 90%

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Com o avanço do aquecimento global, a preocupação com o meio ambiente tem ganhado força nos últimos anos. Prova disso é o crescimento de pesquisas, consumo e produção de biocombustíveis, que são alternativas mais sustentáveis aos combustíveis fósseis, principais emissores de gases de efeito estufa. Os investimentos em biocombustíveis no país devem chegar a cerca de R$23 bilhões até 2017.

Derivados de biomassa renovável, que podem substituir parcial ou totalmente os combustíveis derivados do petróleo e gás natural, os biocombustíveis tiveram maior dimensão na décadao de 1970, após a primeira crise do petróleo. Na época, criou-se o Pro-Álcool, que introduziu o etanol de cana-de-açúcar em larga escala no Brasil. Os dois biocombustíveis mais produzidos no país são o etanol (álcool etílico hidratado ou anidro) e o biodiesel, produzido a partir do óleo de sementes e grãos, como os óleos de girassol e de soja, gordura animal e vegetal reaproveitada a partir de microalgas.

Há outros tipos de biocombustíveis, como o biogás, derivado da decomposição da matéria orgânica am ambiente com ausência de oxigênio, realizada por bactérias anaeróbicas e o biometanol, metanol produzido a partir da biomassa. Atualmente, o Brasil tem uma produção de etanol que supera os 21,5 milhões de barris por ano. Segundo a Agência Internacional de Energia, estima-se que até 2050 essa produção aumente cerca de 200%, tornando o país refência internacional em biocombustíveis.

Se economicamente as vantagens são grandes, para o meio ambiente são ainda maiores. O etanol reduz as emissões de gases de efeito estufa em 90% e a poluição atmosférica nos centros urbanos. A produção tem baixo consumo de fertilizantes, o que representa niveis relativamente baixos de perdas de solo. Além disso, esses combutíveis podem ser cultivados, portanto são renováveis.

Em Passo Fundo/RS, a empresa BSBIOS produz biodiesel desde 2007 a partir da soja e da canola. Além de contribuir para o meio ambiente, a empresa foi uma das primeiras do país a receber o Selo Combustível Social, que garante aos agricultores familiares a oportunidade de participar do mercado de biocombustíveis. A BSBIOS adquire no mínimo 40% da matéria prima desses pequenos produtores, o que auxilia no complemento da renda e contribui para a permanência no campo.

Curitiba lança game que incentiva coleta seletiva do lixo

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O Instituto Pró-Cidadania, em parceria com a Prefeitura de Curitiba e Racional Games, lançou, dia 15 de fevereiro, o game Clean City para o público geral. O aplicativo, que tem sido utilizado como ferramenta educacional nas obras sociais beneficiadas pelo IPCC, agora estará disponível gratuitamente no Facebook. Na rede social, usuários poderão competir pela melhor pontuação.

Desenvolvido pela Racional Games, o Clean City Curitiba leva o jogador a distinguir em que cor de lixeira cada tipo de resíduo deve ser descartado. De acordo com Danilo Olympio, da Racional Games, o tema da coleta seletiva surgiu naturalmente na fase de concepção do Clean City Curitiba. “Curitiba é referência em soluções para o meio ambiente e pioneira na separação do lixo. Quisemos trabalhar com esse conceito. A premissa do entretenimento educativo faz parte do jogo, sem dúvida, mas ela está inserida num produto que não negligencia aspectos essenciais para garantir sua atratividade”, explica. Gráficos, jogabilidade e trilha sonora, por exemplo, foram pensados para agradar não apenas ao usuário eventual como também ao usuário frequente de games.

Conhecedores de jogos irão se divertir logo na abertura do Clean City Curitiba, com a trilha que faz referência ao tema do SimCity, clássico dos jogos eletrônicos desde a década de 1990. A capivara, mascote onipresente no humor da “Prefs”, é o personagem principal do jogo. Ela vibra quando o jogador acerta a lixeira, ou, melhor ainda, quando ele opta por não descartar objetos que não são lixo – nesses casos, a opção acertada é levá-los para a casa representada na tela.

A duração da partida depende da habilidade – e do conhecimento sobre a maneira correta de despejar resíduos – do jogador. Quando ele se encerra, vem a cereja do bolo: a capivara aparece caracterizada como personagens icônicos da diversão eletrônica, tais como Super Mario, Ryu (Street Fighter), Sonic, Mega Man e Link (Legend of Zelda). Ao final, o usuário pode compartilhar o escore e convidar seus amigos para o jogo.

Fonte: Prefeitura de Curitiba/Revista Meio Ambiente

Tratamento de efluentes industriais ajuda na preservação do meio ambiente

Despejados na natureza, os efluentes industriais quando não tratados, poluem o solo e a água

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As indústrias utilizam a água para diversos meios, e nessas atividades muitas vezes os efluentes líquidos acabam sendo contaminados. Tratar esses efluentes é importante para preservar o meio ambiente, pois muitos líquidos são tóxicos e o descarte incorreto pode poluir o solo e a água. A natureza dos poluentes ou das operações utilizadas para o tratamento é que classificam os processos em físicos, químicos ou biológicos.

As características físicas, químicas e biológicas do efluente industrial variam de acordo com o tipo de indústria, podendo o efluente líquido ser solúvel ou com sólidos em suspensão, com ou sem coloração, orgânico ou inorgânico e com temperatura baixa ou alta. O conhecimento do volume e composição do efluente industrial é essencial para definir o tipo de tratamento.

Nos processos físicos se removem os sólidos em suspensão e flutuantes através da separação por meio de gradeamento, peneiramento, caixas separadoras de óleos e gorduras, sedimentação e flotação. Também é retirada a matéria orgânica e inorgânica e pode ser reduzida ou eliminada a presença de microrganismos. Nos processos químicos, se consegue remover os poluentes por meio de reações químicas e condicionar a mistura de efluentes que será tratada nos processos seguintes.

Já o tratamento biológico remove a matéria orgânica dissolvida e em suspensão, transformando-a em sólidos sedimentáveis e gases. Os principais processos são os aeróbicos, facultativos e anaeróbicos. Ou seja, é realizado por meio de bactérias e outros microrganismos que consomem a matéria orgânica através do processo respiratório.

A Lei Federal prevê crime ambiental para os resíduos líquidos não tratados, que têm alto potencial de poluição do meio ambiente. Se o efluente não estiver de acordo com a Resolução 357 do CONAMA, a empresa que atua ilegalmente poderá perder certificações ambientais, como ISO 14001. A punição pode variar de multas até paralisação temporária ou definitiva da atividade industrial.

Quando o tratamento de efluentes não é feito de forma adequada também afeta a saúde humana, pois além de contaminar a água, os resíduos agridem o ecossistema dos rios, o que influencia na rotina das pessoas, podendo causar doenças.

Resíduos recicláveis e não recicláveis: saiba quais são e qual o melhor destino

coleta-seletiva-1024x730No dia a dia utilizamos diversos materiais que são descartados com a mesma rapidez que os usamos. São tantos produtos que passam por nossas mãos que nem sempre sabemos qual o melhor destino para eles. No meio de tanto resíduo, há os que podem ser reciclados e outros que não há muitas opções. Saiba quais são e como descartá-los corretamente.

Materiais recicláveis: São aqueles que após passar por uma transformação física ou química ainda podem ser reutilizados, seja da forma original ou como matéria-prima para outros produtos para finalidades diversas. Para fazer a reciclagem, é preciso fazer uma seleção do lixo, separando papéis, plásticos, vidro, metal, orgânicos e não recicláveis. Após essa etapa, é importante lavar os materiais antes de descartá-los. Dessa forma, os resíduos poderão ser encaminhados para a coleta seletiva municipal, onde uma nova triagem será feita, para então iniciar o processo de reciclagem.

Papéis – aparas de papel, jornais, revistas, caixas, papelão, papel de fax, folhas de caderno, cartolinas, cartões, rascunhos escritos, envelopes, fotocópias, folhetos, impressos em geral. Para fazer o descarte, os papéis devem estar secos, limpos e, se possível, não amassados.

Plásticos – copos, garrafas, tampas, potes de alimentos (margarina), embalagens de produtos de limpeza, frascos, canos e tubos de PVC, sacos e sacolas, baldes, peças de brinquedos. As embalagens Tetra Pak podem ser separadas com o plástico. Na hora do descarte, as embalagens devem estar limpas sem resíduos para evitar animais transmissores de doenças próximo ao local de armazenamento.

Metal – latas, tampinhas de garrafas, embalagem de enlatados, canos, ferragens, panelas sem cabo, arames. Quando forem descartados, esses materiais também devem estar limpos e amassados, para diminuir o volume.

Vidro – potes de conservas, copos, cacos, garrafas, tampas, embalagens. Os materiais devem estar limpos para serem encaminhados à reciclagem. Se quebrados, devem ser embalados em jornal.

Orgânico – restos de comida, cascas de frutas, casca de ovo, sacos de chá, borra de café, folhas, flores, aparas de madeira, cinzas. Normalmente, o lixo orgânico é enviado junto com o não reciclável, indo para aterros sanitários. Mas um destino mais sustentável para esses resíduos é a compostagem. (link blog)

Materiais não recicláveis: São aqueles que não podem ser reaproveitados após transformações físicas ou químicas. A presença desses materiais no processo de reciclagem pode prejudicar a qualidade do produto reciclado ou até quebrar os equipamentos que processam o material.

Papéis – adesivos, etiquetas, fita crepe, papel carbono, fotografias, papel toalha, papel higiênico, papéis e guardanapos engordurados, papéis metalizados, parafinados ou plastificados.

Plásticos – cabos de panela, isopor, tomadas, espuma, embalagem metalizada (salgadinhos).

Metal – clipes, grampos, esponjas de aço, latas de tintas, verniz, solventes, inseticidas e aerossol, pilhas.

Vidro – espelhos, temperados planos, louças, cerâmicas, porcelanas, louças.

Apesar da maioria desses resíduos terem como destino o lixo comum, muitos podem ser encaminhados para ONGs ou postos de coleta específicos, como é o caso das pilhas e baterias, lâmpadas fluorescentes, que possuem metais e vidros que podem ser reciclados após a descontaminação, equipamentos eletrônicos e latas de tintas, verniz e solventes, que contém substâncias tóxicas e não devem ser destinadas ao aterro.

ONU define novas metas para serem atingidas nos próximos anos

Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que integram a Agenda 2030 devem completar e suprir novos desafios que não foram concluídos nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), definidos em 2000

ODS

Aprovada no dia 25 de setembro de 2015, a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável é um plano de ação que visa promover a prosperidade comum e o bem-estar de todos ao longo dos próximos 15 anos, com 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e 169 metas, uma seção sobre meios de implementação e um mecanismo para avaliação e acompanhamento.

A agenda baseia-se nos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), que fazem parte da declaração criada em 2000, que tinha como meta principal reduzir a pobreza extrema até 2015. Os ODS devem completar o trabalho que ainda não foi atingido. Os principais objetivos da Agenda 2030 integram as três dimensões do desenvolvimento sustentável, que são a econômica, social e ambiental.

Erradicar a pobreza e a fome, de forma a garantir a dignidade e a igualdade; proteger os recursos naturais e o clima do planeta; implementar a agenda por meio de parceria global sólida; promover sociedades pacíficas, justas e inclusivas; garantir vidas prósperas e plenas, em harmonia com a natureza, são alguns dos objetivos propostos a serem alcançados nos próximos anos. A implementação desses objetivos deverá contar não apenas com a participação de governos, mas setor privado, mídia, sociedade civil e Nações Unidas.

O Brasil tem um papel importante na promoção da Agenda Pós-2015 e em torno disso e dos ODS resultou um documento de “Elementos Orientadores da Posição Brasileira”, criado a partir dos trabalhos de seminários e oficinas com representantes da sociedade civil e dos debates do Grupo de Trabalho Interministerial sobre a Agenda Pós-2015.

Os 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio – Brasil

  1. Redução da Pobreza – O Brasil foi um dos países que mais contribuiu para o alcance global dessa meta, reduzindo a pobreza extrema e a fome não apenas pela metade ou a um quarto, mas a menos de um sétimo do nível de 1990, passando de 25,5% para 3,5% em 2012. Outro fator em que houve mudanças foi o analfabetismo na extrema pobreza. Em 1990, a chance de uma família liderada por um analfabeto estar em situação de pobreza extrema era 144 vezes maior que a de uma família liderada por alguém com curso superior. Essa razão diminuiu em 2012 e passou a ser de apenas 11:1. 
  1. Atingir o ensino básico Universal – A percentagem de jovens de 15 a 24 anos com pelo menos seis anos completos de estudo passou de 59,9% em 1990, para 84% em 2012. Além disso, a desigualdade do acesso à escola pelas crianças de 7 a 14 anos foi superada graças às sucessivas políticas de universalização do ensino que reduziram radicalmente as restrições de oferta de serviços educacionais. 
  1. Igualdade entre os sexos e autonomia das mulheres – De 1990 a 2012, a escolarização dos homens no ensino médio aumentou mais do que a das mulheres, diminuindo a disparidade, já que a desvantagem pertencia a eles. No entanto, a desvantagem masculina no ensino superior aumentou. Em 1990, para cada 100 homens frequentando escolas superiores, havia 126 mulheres e, em 2012, essa razão passou a ser de 100 para 136. Com relação à participação feminina no trabalho, no Brasil, a percentagem de mulheres em atividades fora da agricultura já era de 42,7% em 1992 e passou para 47,3% em 2012. Além disso, as mulheres chegam a representar 59,5% dos empregados no setor não agrícola com educação superior, ou seja, são maioria entre os profissionais que ocupam os melhores e mais bem remunerados postos de trabalho assalariados. 
  1. Reduzir a mortalidade na infância – O principal indicador da meta é a taxa de mortalidade entre crianças menores de 5 anos, que expressa a frequência de óbitos nessa faixa etária para cada mil nascidos vivos. A taxa passou de 53,7 em 1990 para 17,7 óbitos por mil nascidos vivos em 2011. O Brasil também já atingiu a meta estabelecida em relação às mortes de crianças com menos de 1 ano de idade, passando de 47,1 para 15,3 óbitos por mil nascidos vivos, superando a meta de 15,7 óbitos estimada para 2015.
  1. Melhorar a saúde materna – De 1990 a 2011, a taxa de mortalidade materna brasileira caiu em 55%, passando de 141 para 64 óbitos a cada 100 mil nascidos vivos. Em 2011, 99% dos partos foram realizados em hospitais ou outros estabelecimentos de saúde, sendo que cerca de 90% das gestantes fizeram quatro ou mais consultas pré-natais. 
  1. Combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças – No Brasil, a taxa de detecção de HIV/aids se estabilizou nos últimos dez anos, em torno de 20 por 100 mil habitantes diagnosticados por ano, e o coeficiente de mortalidade pela doença diminuiu. Os registros entre crianças menores de 5 anos também caíram consideravelmente entre 2001 e 2012, passando de 5 para 3,4 por 100 mil habitantes. 
  1. Garantir a sustentabilidade ambiental – Em 2012, as porcentagens de pessoas sem acesso à água e ao esgotamento sanitário já estavam abaixo da metade do nível de 1990. Ademais, a meta D do ODM 7 visa alcançar, até 2020, uma melhora significativa na vida de pelo menos 100 milhões de habitantes de assentamentos precários. No Brasil, a população urbana em condições de moradia inadequada já caiu de 53,3% em 1992 para 36,6% em 2012. 
  1. Estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento – O Brasil vem participando ativamente, e de forma propositiva, para garantir o êxito da Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC), que tem como objetivo central tornar o sistema multilateral do comércio mais justo e equilibrado, de forma a contribuir para a promoção do desenvolvimento socioeconômico.